18/04/2011 - 13:22:41
Subsidiária será mantida em parceria com empresa asiática
AMSTERDÃ (Reuters) - A Philips vai cindir sua divisão de televisores, na primeira medida do novo presidente-executivo, Frans van Houten, para impulsionar os resultados em queda da maior fabricante europeia de bens eletrônicos de consumo.
A Philips vai vender 70 por cento de sua deficitária divisão de televisores para a fabricante de monitores TPV, de Hong Kong. A empresa manterá uma participação de 30 por cento no negócio, criando uma joint-venture com a companhia asiática, mas tem a opção de vender essa participação no futuro. O grupo holandês, que já foi líder global em televisores, vem enfrentando dificuldades para concorrer com rivais asiáticos de menor custo tais como Samsung e LG Electronics.
Van Houten, especialista em reestruturação empresarial que assumiu como presidente-executivo este mês, declarou na segunda-feira que está avaliando a lucratividade das cerca de 400 áreas de negócios da Philips e que "vai tirar o cobertor" das unidades problemáticas, o que indica que outras áreas podem ser fechadas ou vendidas.
"Ainda não estamos com o motor funcionando bem. Há muito potencial inexplorado, na Philips", disse Van Houten à Reuters Insider.
As ações da Philips abriram queda devido à notícia, mas depois se recuperaram em meio a uma ligeira queda do mercado.
As transações com as ações da TPV foram suspensas a pedido da companhia, na segunda-feira.
A Philips não revelou o valor da transação, e disse que receberia pagamentos da TPV apenas posteriormente. Os 3,6 mil funcionários de sua divisão de televisores serão transferidos à companhia de Hong Kong.
A TPV, que detém cerca de 33 por cento do mercado mundial de monitores para computadores, registrou alta de quase 20 por cento no seu lucro, em 2010.
"É uma notícia muito positiva", disse Sjoerd Ummels, analista do ING, sobre o acordo, acrescentando que "ficou claro que (Van Houten) vai resolver o problema das divisões retardatárias."
Entre elas pode estar a de multimídia e equipamento audiovisual, que a Philips declarou pode ser fundida à sua unidade de estilo de vida e entretenimento, em Hong Kong.
O executivo afirmou que vai apresentar um novo plano estratégico para o grupo no segundo semestre do ano.
Em três semanas no cargo, Van Houten abandonou meta de seu predecessor de aumento de dois pontos percentuais na receita anual acima do crescimento do PIB global entre 2011 e 2015. Ele citou que o desinvestimento em TVs e o impacto do terremoto no Japão, que interrompeu a rede de fornecimento de componentes para as áreas de saúde e iluminação.
A TPV tem cerca de 33 por cento do mercado mundial de monitores para computadores e teve um aumento de quase 20 por cento no lucro em 2010.
A Philips mostrou seu primeiro aparelho de televisão na Holanda em 1928, mas a atual unidade de televisores da companhia representa menos de 10 por cento das vendas do grupo holandês. A empresa deixou de ser líder global no setor e enfrentou uma série de prejuízos de quase um bilhão de euros desde o começo de 2007.
A Philips também divulgou nesta segunda-feira que seu lucro líquido no primeiro trimestre caiu 31 por cento, para 138 milhões de euros, ficando abaixo de expectativa média do mercado, de ganho de 161 milhões, segundo pesquisa da Reuters.
16/04/2011 - 17:35:11
Playbook chega aos Estados Unidos em 19 de abril, mas ainda é um aparelho incompleto
Por David Pogue
Veja bem, vou ser sincero. Sei que os tablets estão na moda, que 2011 é o ano dos clones do iPad e que todas as empresas do ramo estão de olho nesse mercado. Mas, desculpem, não vou analisar todos os 85 tablets que chegarão ao mercado este ano. Estamos apenas em abril e já estou com Ressaca de Tablets. Não vou analisar o tablet da Electrolux, o tablet da Polaroid, o tablet da Kelllog´s.
| Getty Images |
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| PlayBook chega ao mercado americano com sistema operacional "cheio" de falhas |
Mas o tablet da RIM, fabricante do BlackBerry, parece merecer alguma atenção. O mundo da tecnologia parece estar realmente empolgado com ele. Ele se chama Plabook e estará disponível nos Estados Unidos a partir do dia 19/04, com preços de US$ 500 (modelo de 16 GB), US$ 600 (32 GB) e US$ 700 (64 GB) (nota do editor: não há previsão de lançamento do Playbook no Brasil).
O iPad, é claro, tem 10 polegadas. Mas tablets com 7 polegadas também têm suas qualidades. Em tese, daria até para guardar o Playbook no bolso de um paletó. Mas, por incrível que pareça, o aparelho é meia polegada mais largo do que um bolso padrão. Quem definiu este tamanho deveria ser barrado da festa de lançamento.
Ainda assim, o Playbook é visualmente bonito e agradável de usar. O aparelho tem a parte traseira emborrachada, tela multitoque eficiente e peso adequado (408 gramas).
Software
O software é baseado no sistema operacional QNX, comprado pela RIM em parte devido à sua estabilidade em uso industrial (“Roda em usinas nucleares”, diz um gerente de produto da RIM sem perceber a ironia, levando em conta fatos recentes).
Além da QNX, a Palm e Apple estiveram envolvidas no projeto, mas sem saber. O software do Playbook é cheio de ideias “emprestadas” dos concorrentes. Por exemplo, para apagar ou organizar aplicativos, o usuário segura o dedo sobre a tela até que os ícones comecem a tremer (alô, iPad!). E para fechar um programa o usuário move o dedo a partir da parte inferior da tela em direção ao centro (alô, Palm Pre!).
Não há nenhum botão na parte frontal do aparelho. No topo estão os botões liga/desliga, tocar/pausar e teclas de volume. Para navegar entre os aplicativos o usuário desliza o dedo sobre as largas bordas negras do aparelho, que ocupam boa parte da tela.
Um gesto para cima mostra os ícones de aplicativos. Movimentos para esquerda e direita permitem alternar entre os programas abertos. Um gesto para baixo revela a barra de ferramentas do aplicativo aberto no momento.
Infelizmente, não dá pra saber se um determinado aplicativo tem barra de ferramentas. Por isso algumas vezes me senti meio bobo ao fazer o gesto para baixo à toa. De forma similar, se a tela inicial está cheia de ícones, é possível ver outros movendo o dedo para cima. Mas não dá pra saber se há mais aplicativos, já que não há uma barra de rolagem para indicar a quantidade de programas existentes no aparelho.
Porta HDMI facilita apresentações
Mas o Playbook tem três recursos que seus concorrentes nem sonham em possuir no momento. O primeiro: com um cabo HDMI (comprado separadamente), é possível conectar o aparelho a uma TV ou projetor, algo muito bom para apresentações em PowerPoint (aparentemente eles ainda fazem isso em empresas).
O iPad faz isso, mas a imagem na tela da TV é a mesma da tela do aparelho. Já o Playbook pode mostrar duas imagens diferentes. Na TV a platéia vê os slides, no Playbook o usuário vê a tradicional “cola” dos slides e as miniaturas de cada elemento da apresentação.
O segundo recurso bacana é relativo ao consumo de fotos, vídeo e música. Infelizmente não há um software para fazer isso automaticamente. É necessário arrastar os arquivos manualmente até as pastas do Playbook para cada tipo de mídia. Mas, depois de fazer isso uma vez usando um cabo USB, é possível fazer essa transferência por meio de uma conexão Wi-Fi, sem o uso de cabos. O Playbook aceita transferências sem fio até mesmo em estado de descanso.
Finalmente, há um recurso interessante chamado BlackBerry Bridge, que funciona por meio de uma conexão Bluetooth. Com o recurso ativado, o Playbook vira uma “janela gigante” para o conteúdo de um smartphone BlackBerry. Qualquer conteúdo relativo a e-mail, calendário, agenda e mensagem instantânea aparece maior na tela do Playbook. E a conexão é criptografada.
Outra vantagem de sincronizar o Playbook com um smartphone BlackBerry é a conexão à internet. O Playbook pode acessar a web por meio da conexão 3G do BlackBerry. Não é necessário pagar um valor extra para esse tipo de recurso, como ocorre com o iPhone e aparelhos Android nos Estados Unidos.
O BlackBerry Bridge é um recurso criado para usuários corporativos. Como a conexão entre os aparelhos é criptografada, os administradores de rede de empresas não precisam se preocupar com brechas de segurança no tablet. Todo o investimento em segurança de dados em aparelhos BlackBerry vale também para o Playbook.
Playbook fica devendo em e-mail
Mas, está sentado? No momento, o Bridge é a única maneira de acessar aplicativos de e-mail, calendário, agenda e o BlackBerry Messenger no Playbook. O tablet não tem aplicativos próprios para essas funções. Sim, você leu corretamente. A RIM acaba de lançar um produto da linha BlackBerry sem aplicativo de e-mail (a RIM afirma que esses aplicativos chegarão no segundo semestre).
Para compensar, o aparelho traz uma versão do aplicativo Documents do Go. Ele permite editar arquivos do Word, Excel e PowerPoint. E o tablet traz ainda um browser legal e com suporte a Flash, algo que o iPad não tem. As câmeras do Playbook (3 e 5 megapixels) gravam vídeos com boa qualidade.
Infelizmente, não há aplicativo para videoconferência, uma desvantagem em relação a iPad e Android. Além disso, o tablet traz GPS, mas não tem recurso de navegação curva a curva. Por isso, na área de mapas as funções ficam limitadas a consultar endereços no Bing Maps.
Falta de aplicativos é problema grave
E isso é só o começo. Por enquanto, o slogan do Playbook pode ser “There´s no app for that” (não há aplicativos para isso). Nenhum aplicativo já existente roda no novo sistema do Playbook. Nem os programas feitos para smartphones BlackBerry (a RIM afirma que um emulador de aplicativos BlackBerry chegará até o fim do ano).
Por isso, a RIM resolveu começar do zero com uma loja de aplicativos exclusiva para o Playbook. A empresa diz que já tem três mil aplicativos cadastrados, em parte porque deu um Playbook para qualquer desenvolvedor que quisesse criar um programa. Mas esses aplicativos só serão revelados na próxima semana (jornalistas com acesso ao aparelho só tiveram acesso a uma versão enxuta da loja, com algumas dezenas de aplicativos bem fracos).
Também vale mencionar que esse Playbook funciona apenas com redes Wi-Fi. Não há uma opção para usar redes 3G, como em aparelhos da Apple, Motorola e Samsung. A RIM diz que versões 4G do aparelho chegarão até o fim de 2011. (Nota do editor: no Brasil ainda não há redes do padrão 4G).
Aparelho terá que melhorar muito
Resumindo, o Playbook é rápido, fácil de usar e tem bom design. Mas na atual versão, é tão incompleto que é quase impossível de analisar, quanto mais comprar. Vale lembrar que o principal competidor do Playbook é o iPad 2, mesmo preço, mais fino, tela maior e mais de 300 mil aplicativos.
Considerando esse fator, faz sentido comprar um aparelho incompleto, sem e-mail ou calendário, sem conexão 3G, sem Skype, sem aplicativo de GPS, sem videoconferência e sem Angry Birds?
Também vale esclarecer que até o momento, poucos dias antes do lançamento oficial em 19 de abril, o sistema operacional está cheio de falhas e sendo atualizado diariamente. E o vital recurso BlackBerry Bridge ainda está em fase de testes. Ele ainda não tem recursos importantes, como exibir anexos em e-mails ou clicar em links incluídos em mensagens.
Se tudo isso for consertado, e se os aplicativos chegarem, e se o Playbook sobreviver à avalanche de tablets que devem chegar esse ano, talvez ele consiga ficar entre os vencedores desse mercado. Por enquanto, porém, há muitos recursos que estão apenas no caderno de idéias da RIM, mas não no aparelho.
12/04/2011 - 10:45:32
Motorola também lançou o smartphone Atrix, anunciado durante a CES 2011, na América Latina
Em evento com a presença de Sanjay Jha, presidente mundial, a Motorola anunciou hoje a chegada do tablet Xoom e do smartphone Atrix, ambos anunciados durante a CES 2011, ao Brasil e outros países da América Latina. Os aparelhos começam a ser vendidos ainda estê mês. O Xoom chegará às lojas por R$ 1.899 e o Atrix ainda não teve o preço divulgado.
>> Leia mais: Compare o iPad 2, o Motorola Xoom e o Samsung Galaxy Tab 10.1
| Reprodução |
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| Motorola Xoom chegará ao País em duas semanas |
O tablet Xoom, considerado um dos principais rivais do iPad 2, nova versão do tablet da Apple, vem com o sistema operacional Android em sua versão 3.0, específica para tablets. Ele oferece tela de 10.1 polegadas, processador de dois núcleos de 1 GHz, além de 1 GB de RAM, câmeras frontal e traseira e suporta a versão 10.2 do Flash Player.
Já o Motorola Atrix, que foi anunciado junto com uma série de docks especiais que podem torná-lo, por exemplo, em um netbook, oferece processador de dois núcleos de 1 GHz, tela que reproduz imagens em HD, memória interna de 32 Gb expansível até 48 GB.
Acessórios
O Atrix chegará às lojas junto com os dois docks que a Motorola desenvolveu para o aparelho. Um deles permite conectar o smartphone à TV com entradas HDMI para reproduzir fotos e vídeos, além de permitir o acesso à internet por meio da própria TV com o auxílio de uma aplicação da Motorola desenvolvida em Linux. No Brasil, este dock será vendido junto com o Atrix, que também oferece um cabo HDMI para conectar o dock à TV do usuário.
| iG |
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| Lapdock, da Motorola, também será vendido no Brasil |
O outro, em formato de notebook e chamado de "lapdock" pela Motorola, permite "transformar" o Atrix em um computador com autonomia de bateria de oito horas. Para isso, o usuário deve conectar o Atrix às entradas na parte traseira do lapdock, que também oferece duas entradas USB. O preço deste acessório, que será vendido separadamente, ainda não foi divulgado.
31/03/2011 - 13:16:00
Problemas com sensores na tela estaria limitando a produção do iPad 2
Por Bianca Hayashi, da revista MAC+
A AU Optronics Corp é a quarta maior fabricante de telas LCD do mundo e pode ter feito um acordo bem lucrativo com a Apple para produzir telas para o iPad 2. Segundo um boato divulgado pela Reuters, a empresa deverá fabricar 30 milhões de unidades das telas para as tablets de Cupertino nos próximos 12 meses, o que representa mais da metade da capacidade de produção de sua fábrica em Taiwan.
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