14/01/2010 - 14:18:11

Samsung e Sony negam novo investimento conjunto em LCD

A Samsung Electronics e sua parceira no setor de telas planas Sony desmentiram nesta quarta feira a informação de que teriam concordado em fazer um investimento em conjunto de 3 bilhões de dólares para aumentar a capacidade de produção de LCD.

12/01/2010 - 18:12:39

Alta-definição, preço baixo

Compactas, filmadoras da Samsung e Newlink são muito fáceis de usar

O lançamento da filmadora Flip Video, há pouco mais de três anos, foi um marco para a indústria dos eletrônicos. A Flip era incrivelmente simples: nenhuma parte móvel, lente na frente, tela atrás e um grande botão vermelho para gravar. Para transferir os arquivos, bastava plugá-la a uma porta USB.

Os vídeos eram bons o suficiente para o que a câmera se propunha e o baixo custo a tornou um sucesso entre os consumidores. Sozinha a Flip abriu os olhos das empresas para o fato de que havia espaço para aparelhos de baixo custo e fáceis de usar, chegando a abocanhar 13% do mercado de filmadoras domésticas nos EUA.

As duas câmeras que analisamos neste teste, a Pocket Cam HD da Newlink e a Samsung Flashcam U10, seguem o ideal da Flip: são pequenas, despojadas em termos de recursos, muito fáceis de usar e tem preço acessível. Mas em relação à sua "ancestral" tem uma vantagem: a promessa de capturar vídeo em alta definição. Afinal, se sua TV da sala é "HD", porque os vídeos das férias também não podem ser?

Aparência e recursos

As duas câmeras são compactas. A U10 é a menor de todas, medindo 5,6 x 10,3 x 1,5 cm (largura, altura e espessura) e com peso de apenas 112 gramas (incluindo a bateria), não muito maior que uma câmera digital compacta. Comparada a ela, a Pocket Cam HD é grandalhona: 6,1 x 11,3 , 2,75 cm e 400 gramas (bateria inclusa). Ambas tem um visor de 2 polegadas e são alimentadas por baterias internas recarregáveis.

No quesito design, o modelo da Samsung ganha disparado: o tamanho menor, o acabamento em cinza chumbo e os controles sensíveis ao toque na parte de trás dão a ela um ar de sofisticação. Já a Pocket Cam HD é feita de um plástico preto liso (no estilo "black piano") que acumula impressões digitais e riscos com facilidade e não passa a sensação de solidez: ela parece "barata".

A U10 ganha em versatilidade: além de filmadora de alta-definição (1920 x 1080 pixels, ou "Full HD") ela também serve como uma câmera fotográfica (bem) simples, capaz de capturar imagens a 10 Megapixels. Mas não pense em substituir sua câmera digital por ela: não há flash, ajuste de foco, modo macro ou qualquer outra função comum mesmo nas câmeras mais simples.

Uma saída (com conector proprietário) permite ligá-la a uma TV de alta definição com o cabo video-componente incluso. Decisão estranha por parte da Samsung, já que o conector padrão em aparelhos de alta-definição é o HDMI, que substituiria os 5 "plugues" (dois de áudio, três de vídeo) por um só.

Já a Pocket Cam é mais modesta: não fotografa, filma em resolução menor (HD, 1280 x 720 pixels) mas tem uma saída HDMI padrão para ligação a TVs de alta definição, além de uma saída "A/V" para ligação a TVs comuns.

Em comum, ambas as câmeras usam cartões de memória no formato SD e tem software que facilita o upload dos vídeos para o YouTube.

E a qualidade de imagem?

Seguindo os preceitos da Flip Video, ambas são muito fáceis de operar. Quer gravar um vídeo? Basta apertar o botão vermelho. Todas tem botões para controle de zoom e para acessar o modo de reprodução, e a Pocket Cam tem um botão dedicado para apagar clipes. Nela a configuração (que se limita à resolução da imagem) é feita apertando o botão MODE, enquanto a U10 usa um sistema de menus mais claro e fácil de navegar.

Mas no que mais importa, a qualidade de imagem, ambas desapontam. Vamos começar pelo modelo da Samsung: na resolução máxima (1080p) é impossível usar o zoom (digital, 4x). O que é uma coisa boa, porque ele simplesmente destrói a imagem: uma cena gravada com o zoom máximo não passa de um monte de borrões coloridos sem foco algum. Zoom digital é sinônimo de distorção de imagem em qualquer aparelho, mas este é uma vergonha!

Imagens gravadas a 1080p são boas, mas um pouco mais escuras do que deveriam. A impressão é que a câmera reduziu automaticamente a exposição para compensar o excesso de luz do sol, mas exagerou na dose. Mas nada que comprometa seriamente a qualidade. Entretanto ao baixar a resolução para 720p ocorre uma perda visível de nitidez na imagem, o que prejudica principalmente os detalhes.

Você pode estar se perguntando: "quem compra uma filmadora Full HD para gravar em HD?". Há motivos para isso, entre eles a autonomia: o cartão SD de 8 GB incluso com a câmera comporta 64 minutos de vídeo em Full HD, mas esse tempo sobe para 91 minutos em HD.

A Pocket Cam HD, por sua vez, vem com um cartão SD de 2 GB suficiente para 38 minutos de vídeo em qualidade HD. Seu principal problema é a gritante falta de foco nas bordas da imagem, principalmente no canto inferior esquerdo. Além disso as bordas são mais escuras que o centro, num efeito conhecido como "Vignette". Ruído ("sujeira") e compressão excessiva são notáveis, especialmente em áreas escuras (sombras) ou com muitos detalhes, como copas das árvores.

Também há problemas com o zoom. Ele não distorce tanto a imagem quanto no modelo da Samsung, mas causa problemas no áudio: o botão de zoom é mecânico e duro, e quando pressionado faz um "clique" bem audível. Esse ruído é captado pelo microfone e vira um estalo bem alto na trilha de áudio de seu clipe. Você aproxima a imagem e ouve "POC! POC! POC!".

Nenhuma das câmeras tem luz para auxiliar na gravação de vídeo: esqueça os vídeos noturnos, a não ser em locais bem iluminados.

Tanto a Samsung U10 quanto a Newlink Pocket Cam HD são um bom exemplo de que "alta definição" não é o mesmo que "qualidade de imagem". Esta é dependente de uma série de fatores, entre eles a qualidade das lentes, o sensor de imagem utilizado na câmera e o software responsável pela compressão de vídeo. Se qualquer um destes componentes falhar, não importa a resolução da imagem: a qualidade vai sofrer.

É o que acontece aqui. É claro que não esperamos que uma filmadora de mão de menos de R$ 1 mil tenha a mesma qualidade de imagem de uma Red One de pelo menos US$ 20 mil, mas é justo esperar um mínimo de nitidez e a ausência de distorção na imagem. A resolução de imagem é alta, mas deixaram a "definição" de fora.

Serviço

Nome: Samsung HXF-U10
Fabricante: Samsung
Preço: R$ 799 (sugerido pelo fabricante)
Prós: Compacta, muito bonita, faz boas imagens em Full HD
Contras: Perde a nitidez em HD, zoom digital horrível

Nome: Pocket Cam HD
Fabricante: Newlink
Preço: R$ 499 (sugerido pelo fabricante)
Prós: A mais barata, saída HDMI e A/V
Contras: Baixa qualidade de imagem, ruído durante o zoom

12/01/2010 - 11:33:22

Novo chip promete melhorar a qualidade dos vídeos em netbooks

Batizado de QVU, co-processador da Quartics converte vídeo 2D em 3D em tempo real

Por Antonio Blanc

É sabido que os chips de vídeo mais utilizados em netbooks, o GMA 950 e GMA 500, ambos da Intel, não são adequados para reprodução de vídeo em alta-definição. Alguns portáteis baseados no GMA 500 até conseguem lidar com vídeo em HD (1280 × 720 pixels), mas ao custo do uso de 100% do processador, o que implica em calor, maior consumo de energia e menor autonomia de bateria. Empresas como a NVIDIA (Ion) e Broadcom (Crystal HD) já oferecem soluções, na forma de chips extras adiconados à placa-mãe, e agora uma nova empresa entra no jogo: a desconhecida Quartics, com seu chip QVU.

O chip da Quartics permite que um netbook reproduza vídeo em Full HD (1920 × 1080 pixels) sem problemas, mas vai além: segundo o site Liliputing ele também é capaz de converter vídeo 2D em 3D e melhorar a qualidade da imagem em vídeos comuns, usando técnicas de processamento como ajuste automático de contraste, saturação de cor, nitidez, etc. Algo similar ao que é feito pelo aplicativo V-Reveal em PCs equipados com placas de vídeo da NVIDIA, mas em tempo real.

Segundo a revista Laptop Magazine, o QVU é compatível com a nova geração de processadores Intel Atom (de codinome “Pine Trail”) e há drivers para o Windows XP, Windows Vista, Windows 7 e Chrome OS. A empresa pretende colocar seus chips em netbooks, set-top boxes e TVs, e já negocia parcerias com empresas como a Acer e Samsung. Os primeiros produtos equipados com o chip QVU devem chegar ao mercado ainda em 2010.

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09/01/2010 - 16:08:07

CES 2010: O futuro, segundo a Intel

Além de premonições, novos produtos para as redes sem fio e interatividade são anunciados pelo CEO da empresa, Paul Otellini.

por Sérgio Miranda, direto de Las Vegas

A apresentação de Paul Otellini, CEO da Intel, na CES 2010 foi marcada por uma palavra: futuro. A todo momento, Otellini se referia a como a computação estará presente na vida das pessoas. Com o singelo nome de “Uma coisa engraçada aconteceu no caminho do futuro”, o CEO da Intel misturou brincadeiras sobre viagem no tempo (dois atores, vestidos com roupas espalhafatosas, fingiam mandar informações do futuro) com a realidade, mostrando o que os laboratórios da empresa estão preparando para os anos vindouros.

No futuro de Otellini, as pessoas estarão cada vez mais dependentes da computação. Hoje em dia, muitos produtos que antes não tinham processadores como os dos computadores, agora já usam esta tecnologia, como as TVs 3D, um dos xodós da feira. Outra importante atuação dos chips que a Intel fabrica foi mostrada num protótipo de tela com realidade aumentada.

Na apresentação, fingindo estar numa loja de roupas, a tela transparente mostrava os produtos, fornecendo também informações sobre promoções. Além disso, Otellini apresentou um gerenciador de produtos eletrônicos, que monitorava uma casa “do futuro”, indicando quem está gastando mais energia.

Além das divagações sobre o futuro, o CEO da Intel também mostrou novidades sobre o que está sendo lançado agora, em 2010. Uma nova versão do processador Atom, 20% mais eficiente no consumo de energia, permitirá, segundo Paul Otellini, ter netbooks mais finos e também mais potentes. E para esses pequenos notáveis, A Intel oferece uma novidade: a AppUp Center, uma plataforma de desenvolvimento de aplicativos específicos para netebooks baseados em Linux e Windows. Dell, Asus, Samsung já se comprometeram a criar lojas virtuais para vender programas para os seus produtos.

Os chips da família Core, que ganharam novas versões em janeiro, também apresentam novidades interessantes. Uma delas é o Turbo Boost, que deixa o processador mais “inteligente”. Explicando: a nova função acelera a performance, ajustando o nível de uso para dar um incremento de processamento apenas quando necessário.

E, voltando do limbo, a tecnologia Hyper-Treading, que foi lançada na época do Pentium 4, garante multi-tarefa nos processadores, permitindo que cada núcleo possa rodar múltiplos threads, aumentando a performance com “núcleos virtuais” a mais para que o usuário possa ganhar mais poder de processamento.

Sérgio Miranda está na CES a convite da Xpediant. As fotos foram tiradas com a câmera Panasonic FZ35.

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