27/01/2010 - 16:45:04
Tablet tem tela de 9.7 polegadas e roda os mesmos aplicativos do iPhone.
Depois de anos de expectativa, a Apple finalmente apresentou à imprensa, durante um evento no Yerba Buena Center for the Arts Theater em San Francisco, na Califórnia, seu aguardado "tablet". O evento foi conduzido por Steve Jobs, que após uma rápida menção a números da Apple foi direto ao assunto: a "mais nova criação" da Apple é um produto que é um meio-termo entre um smartphone e um notebook.
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"iPod gigante"
Nas palavras de Jobs, é um produto que é "muito melhor que eles" em tarefas como navegação na web, e-mail, compartilhamento de imagens, reprodução de vídeos, de música, jogos e leitura de e-Books. Este produto é o "iPad". O aparelho se parece com um "iPhone gigante", confirmando a autenticidade de imagens que "vazaram" na internet poucas horas antes do evento. Sem teclado, como seu irmão menor, e uma grande tela sensível ao toque, o iPad parece feito sob medida para navegar na Web, sendo capaz de mostrar um site inteiro na tela de uma só vez, sem necessidade de "rolar" a página.
Sentado em um sofá no palco, o CEO da Apple demonstrou o produto simulando a experiência de um usuário comum, navegando na web, lendo e escrevendo e-mails e vendo fotos. A lista de recursos é familiar a qualquer usuário do iPhone: e-mail, fotos, calendário, mapas, YouTube (em HD) e mais. Segundo Jobs, "é fantástico para ver filmes e TV". Um aplicativo muito similar ao iTunes nos Macs (e PCs) permite acesso à iTunes Store, para compra de filmes e músicas, ou a reprodução de conteúdo armazenado no próprio aparelho ou em um computador próximo.
| AFP |
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| Jobs mostra o iPad ao público |
O iPad tem apenas 1,2 cm de espessura e pesa 680 gramas. A tela é multi-touch como no iPhone, com 9.7 polegadas e tecnologia IPS, que permite visualização da imagem sem distorções em praticamente qualquer ângulo, corrigindo um dos principais problemas com telas LCD. A memória interna vai de 16 a 64 GB, e o processador, batizado de "A4", é criação da própria Apple e roda a 1 GHz.
A parte de telecomunicações conta com interface Wi-Fi 802.11n e Bluetooth 2.1. Haverá modelos do iPad com modem 3G integrado, comercializados em parceira com a operadora de telefonia norte-americana AT&T. Dois planos de dados estarão disponíveis aos usuários: um com 250 MB de tráfego mensal por US$ 14,99 e um com tráfego ilimitado por US$ 29,99, e ambos incluem acesso gratuito aos hotspots Wi-Fi da AT&T.
Segundo Jobs, os planos de dados são pré-pagos: não há um contrato de fidelização, e o usuário pode cancelar o serviço quando quiser. Os modelos do iPad com 3G serão desbloqueados, o que permitirá seu uso em outras operadoras. Segundo Jobs, "acordos internacionais" serão anunciados a partir de junho.
O iPad tem autonomia de bateria de 10 horas de uso contínuo, o suficiente para ir "de Nova Iorque a Tóquio assistindo filmes", ou um mês em espera.
Preço
Rumores que circulavam pela internet antes do lançamento mencionavam que o iPad teria um preço na casa dos US$ 1.000. Mas segundo Jobs, durante o desenvolvimento a equipe manteve uma meta de preços "agressiva".
O iPad estará disponível em três modelos com Wi-Fi, com memória interna de 16, 32 ou 64 GB, e preços de US$ 499, US$ 599 e US$ 699, e chegam às lojas "mundialmente" em 60 dias. Já os modelos com 3G, com a mesma capacidade de armazenamento, saem por US$ 629, US$ 729 e US$ 829, e estarão disponíveis nos EUA em 90 dias.
Aplicativos de iPhone
Segundo Scott Forstall, executivo da Apple encarregado de software para o iPhone, o iPad roda os mesmos aplicativos do iPhone, sem modificações. Eles podem rodar no centro da tela, em tamanho original, ou em "tela cheia", com a imagem redimensionada por software. Em demonstração no palco, o executivo rodou de clientes para o Facebook a jogos, todos "direto da App Store", sem problemas.
Mas o iPad é mais poderoso que um iPhone, e desenvolvedores poderão tirar proveito das características únicas do produto, como a tela de alta-resolução, com uma versão atualizada do kit de desenvolvimento para o iPhone (iPhone SDK) que está disponível para download "desde já".
Várias empresas subiram ao palco para demonstrar seus aplicativos, que vão de um leitor para o NY Times a um software de desenho (ou "pintura com os dedos") batizado de Brushes e jogos da Electronic Arts como uma versão de "Need for Speed". Na App Store, os aplicativos otimizados para o iPad ganharão um destaque especial.
iBooks
Jobs também demonstrou um aplicativo que transforma o iPad em um livro eletrônico, concorrente direto de alternativas como o Kindle, da Amazon, e o Nook, da Barnes & Noble. Em uma nova loja batizada de iBook Store a Apple irá comercializar títulos de cinco das principais editoras norte-americanas: Penguin Books, Harper Collins, Simon & Schuster, Macmillan e Hatchett book group.
Livros baixados são organizados automaticamente em uma "prateleira", como já acontece em softwares similares para o iPhone e outros smartphones. A navegação é feita com toques: um toque à direita para avançar a página, um toque à esquerda para voltar. "É tudo tão simples", disse Jobs.
Produtividade pra viagem
Phil Schiller, Vice-Presidente Sênior de Marketing de Produtos da Apple, subiu ao placo para apresentar uma versão do iWork, o conjunto de aplicativos de escritório da Apple (com editor de textos, planilha e software para apresentações) feita "sob medida" para o iPad.
Ao contrário de outros aplicativos "office" para smartphones, que são limitados a visualização de documentos, o iWord para o iPad permite trabalhar como na versão para Mac, com a edição e criação de textos e apresentações.
Segundo Schiller a interface do programa foi redesenhada, mas todos os recursos presentes na versão desktop estão presentes, como as animações e efeitos especiais em gráficos e tabelas. É possível conectar o iPad a um projetor, tornando possível fazer apresentações sem ter de carregar um notebook por aí.
A nova versão do iWork não será gratuita. Estará disponível na App Store, exclusivamente para o iPad, por US$ 9,99 cada aplicativo (Pages, Keynote, Numbers).
27/01/2010 - 11:47:10
Oficinas e palestras oficiais dominaram o começo do evento
Por Stella Dauer, adireto da Campus Party 2010
Após uma segunda feira com muita fila e poucas atrações a Campus Party começou com tudo nessa terça feira. Foram mais de 100 eventos que aconteceram durante todo o dia, incluindo a participação de Kevin Mitnick, hacker famoso por invadir sistemas de segurança de grandes empresas.
Além de Mitnick, a presença dos criadores e editores do blog Jovem Nerd levaram os campuseiros à loucura. A apresentação do case da dupla atraiu muitas pessoas e lotou a área de blog da Campus Party. Ao longo do dia também ocorreram discussões sobre internet móvel, software livre e TV Digital.
Oficinas de robótica, fotografia e modding também aconteceram e recrutaram espectadores, Um dos destaques foi a apresentação de Edgard Damiani falando sobre simbolismo e psicologia nos jogos, muito elogiada pelos campuseiros no Twitter.
Por se tratar do primeiro dia, parece que os campuseiros ainda não se organizaram o suficiente para conseguir ministrar palestras e workshops alternativos à programação principal. No decorrer do dia algumas pessoas ajuntavam grupos para realizar rápidos flash mobs com muito barulho, mas não passou disso.
A área de exposições se mostrou menos interessante do que as apresentadas nos anos anteriores. Muitos campuseiros e visitantes relataram a falta de empresas já tradicionais no evento, além de reclamarem das poucas atrações de projetos apresentados na área gratuita.
Apesar disso, a área de exposições ficou cheia até a hora de seu fechamento, às 21 horas. Várias atrações chamaram a atenção do público como o ilusionista americano Marco Tempest, que brinca com baralhos e realidade aumentada. Além dele, um show da banda Envydust agitou os espectadores algumas horas antes do fechamento dos portões.
Para hoje a Campus Party deve contar com a presença de Scott Goodstein, responsável pela campanha de Barack Obama na internet, e também com debates sobre o fim do mp3, redes sociais em empresas, jornalismo na rede, entre outros. Na área de exposições acontecerão mais apresentações do ilusionista americano e muitas oficinas, palestras, workshops e sorteios.
A Campus Party Brasil 2010 acontece no Centro de Exposições Imigrantes, em São Paulo, entre 25 e 31 de janeiro. Além dos acampantes, o público em geral pode também visitar a exposição. Ingressos e mais informações podem ser encontrados no site oficial do evento em www.campusparty.com.br.
27/01/2010 - 01:29:36
Aparelho terá sistema operacional derivado do iPhone, e livros eletrônicos serão um de seus destaques
O mítico "tablet" da Apple vem movimentando a imprensa de tecnologia há algum tempo: segundo os rumores, seria um computador de mão, similar a um "iPhone grandalhão" projetado para acesso à internet e consumo de mídia como música, vídeos e livros. O mistério deve se desfazer nesta quarta-feira, quando a Apple realiza um evento em San Francisco para mostrar à imprensa "sua mais nova criação".
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Entretanto, um "deslize" do CEO da editora norte-americana McGraw-Hill estragou um pouco da surpresa: Harold McGraw III "deu com a língua nos dentes" durante uma entrevista à rede de televisão norte-americana CNBC nesta noite de terça-feira. Quando perguntado sobre uma suposta parceria com a Apple para distribuição de conteúdo (e-Books) no novo aparelho, o executivo entregou o jogo: "Eles vão anunciar isto (o tablet) amanhã. Será baseado no iPhone OS, e o conteúdo será transferível. [...] Trabalhamos junto com a Apple, e vai ser simplesmente fantástico".
McGraw também deu a entender que o catálogo de títulos da McGraw-Hill, do qual 95% tem versão em formato eletrônico, estará disponível no novo aparelho. Isto confirma rumores de longa data de que a Apple estaria trabalhando com empresas de mídia, como editoras, jornais e revistas, para adicionar suas publicações à loja online iTunes Store. A ambição da empresa seria "reinventar a mídia impressa" da mesma forma que o iPod "reinventou a música".
Segundo o Wall Street Journal, o preço dos livros no tablet será definido pelas editoras, mas a Apple espera que bestsellers custem entre US$ 12.99 e US$ 14.99, com alguns títulos mais antigos por US$ 9.99. O modelo de negócios seguiria o dos aplicativos para iPhone, com a Apple recebendo 30% do valor e as editoras os 70% restantes.
De acordo com rumores que circulam pela internet o aparelho, que poderá se chamar iSlate ou iPad (ambos nomes registrados pela Apple), teria uma tela sensível ao toque de 10 polegadas, câmera frontal para videoconferência e conexão 3G permanente à internet. O sistema operacional seria o iPhone OS 3.2.
O preço, segundo informações do Engadget, que também publicou supostas fotos do aparelho, seria de US$ 800 vinculado a um plano de telefonia com a operadora Verizon e US$ 1000 sem contrato, com chegada ao mercado prevista para o mês de março.
Segundo o site TechCrunch, Steve Jobs teria dito a pessoas próximas que "o tablet é a coisa mais importante que já fiz". Isto vindo de um homem responsável pela criação de três produtos que deixaram sua marca no mundo da tecnologia: o Macintosh, o iPod e o iPhone.
A Apple deve anunciar seu tablet nesta quarta-feira às 16:00 (horário de Brasília) em um evento para a imprensa no Yerba Buena Center for the Arts Theater em San Francisco, na Califórnia. Acompanhe o lançamento aqui no iG Tecnologia.
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