01/09/2009 - 15:18:24
Sistema foi modificado para trabalhar melhor com telas de alta definição
Por Antonio Blanc
Depois dos smartphones e netbooks, o Android está dando passos rumo a uma nova categoria de dispositivos. A Sigma Designs demonstrou recentemente em Taipei, Taiwan, um protótipo de uma set-top box (um misto de receptor de TV a cabo e gravador de vídeo) baseada em um de seus “sistemas em um chip” (SoC) rodando o sistema operacional da Google.
Segundo o site LinuxDevices, o software usado na demonstração é uma versão do Android para processadores baseados na arquitetura MIPS32 feita pela Embedded Alley, com apoio da própria MIPS Technologies. A isso a Sigma Designs adicionou mais algumas modificações para que o sistema pudesse tirar proveito do recurso de decodificação de vídeo acelerada por hardware encontrado em seus chips, bem como trabalhar melhor com telas de alta definição (com resolução de até 1080p, também conhecida como “FullHD”).
A idéia não é produzir um modelo de set-top box, mas sim comercializar uma plataforma (baseada em processadores da Sigma Designs e sua versão do Android) para que outros fabricantes possam criar seus próprios aparelhos. A Sigma Designs atualmente produz SoCs utilizados em uma enorme variedade de aparelhos, de set-top boxes para TV a cabo a DVD players e Blu-ray players.
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31/08/2009 - 17:51:54
Equipado com sintonizador de TV Digital e tela sensível ao toque, LG Scarlet Phone chama a atenção pelo design.
Embora seja uma daquelas mega-empresas sul-coreanas que produzem de tudo, a LG é mais conhecida por aqui por suas TVs e telefones celulares. Seu primeiro telefone celular equipado com um sintonizador de TV digital, batizado de Scarlet Phone (LG KB775f), une estes dois mundos ao adotar o nome "Scarlet", usado na linha premium de TVs de alta-definição da empresa.
O aparelho é um smartphone 3G com um belo design em duas cores: preto na frente e vermelho na traseira. É um telefone pequeno e leve, equipado com uma tela sensível ao toque de três polegadas que domina toda a região frontal.
A tela só é capaz de registrar um toque por vez (single-touch), portanto não há gestos como no iPhone, mas todos os aplicativos fazem bom uso dela. Não há um teclado numérico, apenas três botões abaixo da tela. Na traseira encontra-se a câmera de 3MP, sem flash. O slot para o cartão de memória fica debaixo da tampa da bateria, que tem de ser removida se você quiser trocá-lo.
O aparelho peca por não ter uma saída de fones de ouvido com plugue padrão de 3.5mm. Em seu lugar, os fones são conectados a uma porta multifunção proprietária, também usada para transferência de dados e recarga da bateria. O Scarlet Phone vem com fones próprios, de boa qualidade, com o conector já moldado no cabo.
O MP3 Player tem ótimo som e os recursos básicos, como modos de repetição, seleção por artista, álbum ou gênero e um sistema de busca (que só leva em conta o nome da música), mas não tem equalizador de áudio. A câmera tira fotos muito boas com resolução de até 3MP ou faz filmes a 320 x 240 pixels (suficientes para o Youtube), tanto com a câmera frontal quanto com a câmera traseira.
Não há modos de cena ou efeitos além do sépia e preto-e-branco, embora haja a opção de adicionar molduras às imagens (o que reduz a resolução para 320 x 240 pixels). O foco é automático, e a câmera se saiu bem com fotos em macro (close extremo). Um softwarezinho de edição na própria câmera permite rotacionar, recortar e desenhar à mão livre sobre as imagens.
Mas vamos ao que mais interessa: a capacidade de receber a programação móvel de TV Digital (conhecida como 1Seg). Para isso ele tem uma antena retrátil no canto superior direito, que parece muito frágil: ela é muito mais fina na base do que na ponta e dá a impressão de que vai sair voando com qualquer esbarrão. É bom tomar cuidado.
Os recursos são típicos: busca automática de canais, guia de programação, legendas (closed caption) e a capacidade de capturar imagens (screenshots) dos programas e salvá-los na pasta de imagens na memória do celular. Infelizmente não há a opção de gravação de vídeo. Segundo a LG, a bateria tem autonomia suficiente para mais de 4 horas de TV.
A recepção de sinal é muito boa, com seis canais com sinal forte na região do Itaim, em São Paulo. A qualidade de imagem é a mesma de qualquer outro dispositivo 1Seg: a taxa de quadros é baixa, e a nitidez da imagem poderia ser muito melhor. Ainda assim, é mais que o suficiente para acompanhar a novela ou futebol a caminho de casa.
Aliás, este é um tema recorrente no Scarlet Phone: ele tem vários recursos que funcionam bem, mas não se destaca em nenhuma categoria específica. Mas isso não é necessariamente ruim: em uma época em que os fabricantes tentam desesperadamente superar um ao outro em busca de maior visibilidade, nos esquecemos que a maioria das pessoas não precisa de um "super telefone" no seu dia-a-dia. Para a maioria delas, basta um aparelho "bom o suficiente". E nessa categoria, o LG Scarlet Phone é uma boa escolha.
Serviço
Nome: LG Scarlet Phone (KB775f)
Fabricante: LG
Preço: R$ 1.299 (sugerido pelo fabricante, sem subsídios da operadora)
Prós: belo design, ótima câmera
Contras: Antena frágil, sem conector padrão para fones de ouvido, qualidade de imagem da TV não está a par do nome Scarlet.
31/08/2009 - 09:17:00
Os esforços do governo brasileiro para promover o sistema brasileiro de TV digital nos países vizinhos começam a dar resultados. Na sexta-feira, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou um acordo com a presidente Cristina Kirchner para que a Argentina adote a tecnologia usada aqui. Em abril, o Peru havia escolhido o sistema. Agora, o esforço é para convencer outros países, como o Chile e a Venezuela.
"A Eletros (associação de fabricantes brasileiros de eletrônicos) enviou uma carta ao governo chileno garantindo que a indústria brasileira é capaz de fornecer os televisores para o país", afirmou Frederico Nogueira, presidente do Fórum do Sistema Brasileiro de TV Digital (SBTVD), que reúne emissoras, fabricantes, pesquisadores e governo. "O Equador está caminhando para uma decisão."
O trabalho do governo brasileiro para a promoção da TV digital nipo-brasileira na região começou antes mesmo do lançamento no País, em 2 de dezembro de 2007. Mas não é um trabalho fácil. Segundo Nogueira, um dos fatores de convencimento tem sido a robustez do sinal, maior no sistema adotado aqui do que nas soluções americana e europeia. "Em países onde não existe muita TV paga, é um argumento importante."
No caso da Argentina, o governo Kirchner viu no padrão nipo-brasileiro uma oportunidade de revitalizar a zona franca da Terra do Fogo. O governo brasileiro está disposto até a financiar fabricantes brasileiras que queiram instalar subsidiárias no país vizinho. Apesar de a indústria brasileira de televisores ser dominada por fabricantes internacionais, existem companhias brasileiras que produzem transmissores de TV digital, principalmente para emissoras de menor porte.
E quais são as vantagens para o Brasil nessa expansão? "Ganharemos escala com mais produtos sendo fabricados, que se utilizam de mesma plataforma, o que resultará em maior velocidade e reduções de preços", afirmou Olimpio Franco, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Engenharia de Televisão (SET). "Também vai possibilitar que fabricantes de equipamentos de transmissão, de recepção e de software possam colocar seus produtos nesses novos mercados."
A Argentina tinha chegado a se decidir pelo padrão americano, ATSC, na década passada, durante o governo Carlos Menem. Entretanto, Néstor Kirchner, marido de Cristina, paralisou o processo quando sucedeu Menem. A padrão americano era o preferido do Clarín, o principal grupo de comunicação da Argentina, que chegou a comprar transmissores na tecnologia americana. Cristina Kirchner está em guerra com o Clarín, tendo até enviado ao Congresso argentino um projeto de lei de radiodifusão para diminuir o poder do conglomerado de comunicação.
No Brasil, esta semana Manaus deve se tornar a 23ª cidade a ter transmissões de TV digital. Desde o lançamento da tecnologia, foram vendidos 1,6 milhão de receptores de televisão digital, que incluem televisores com sintonizadores embutidos ou portáteis, conversores, telefones celulares que recebem o sinal e receptores para PCs.
No evento SET 2009 Broadcast & Cable, que aconteceu semana passada em São Paulo, o grande destaque foi o Ginga, software de interatividade que é a única tecnologia nacional no sistema nipo-brasileiro. A LG demonstrou um televisor com sintonizador digital e com o Ginga instalado, que deve chegar às lojas no próximo mês. Fabricantes de conversores, como a Proview, a Tecsys e a Visiontec, têm modelos com o Ginga.
Algumas aplicações de TV digital, que já estão no ar, se parecem com extras de DVD, com informações adicionais sobre personagens e sobre a trama da novela. Mas as emissoras esperam aumentar o faturamento com a interatividade, com a possibilidade de, por exemplo, vender produtos pela TV. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.
28/08/2009 - 16:37:11
Com baixo custo, o GM630 é o aparelho ideal para aqueles que gostam de assistir TV a qualquer hora, em qualquer lugar
A LG Electronics está lançando no mercado brasileiro o GM630, seu segundo aparelho da marca equipado com TV Digital. O modelo visa atender as necessidades daqueles que não querem perder o seu programa de TV predileto, podendo assisti-lo em qualquer lugar que já conte com as transmissões de TV Digital
O celular tem tela de 2 polegadas, antena retrátil, conexões USB e Bluetooth, câmera de 2 megapixels, captura de vídeo, reprodução de arquivos em MP3 e memória expansível a até 4 GB com cartões microSD (um cartão de 1 GB está incluso na embalagem) entre outros recursos.
O LG GM630 já está disponível no mercado nacional, com preço médio sugerido pelo fabricante de R$ 630, em um plano pré-pago sem os subsídios da operadora.
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