07/07/2010 - 12:34:18
Especialistas acreditam que o sucesso e expansão dos super celulares estão diretamente relacionados com quedas nas vendas dos aparelhos específicos para navegação.
Por Nátaly Dauer
Devido à maioria dos novos smartphones possuir GPS integrado, o sucesso destes gadgets pode estar contribuindo – e muito – para que as vendas de aparelhos específicos para navegação por satélite estejam caindo rapidamente nos últimos anos.
A Garmin, uma das maiores fabricantes de GPS do mundo, teve suas ações desvalorizadas consideravelmente nos últimos dois anos, passando de R$ 91 para R$ 52, conta o site TGDaily). A empresa agora é colocada por especialistas em outro patamar de importância econômica, e espera-se que suas ações caiam ainda mais.
Além de virem com o GPS integrado, muito smartphones possuem também softwares de navegação, com instruções passo a passo. Assim, fica mesmo difícil imaginar os motivos que levariam os consumidores a continuar comprando aparelhos específicos para navegação, ainda que muitos deles busquem novas ferramentas, como suporte a ligações via Bluetooth, TV digital e players de música e vídeos.
Outro fator que contribui para este cenário é o barateamento de aplicativos de navegação para tais celulares, inicialmente bastante caros. Alguns, aliás, são gratuitos, como é o caso do Skobbler para o iPhone, que, segundo o site TechRadar, foi baixado mais de 72 mil vezes, um mês após seu lançamento no Reino Unido.
Entretanto, o analista Tim Shepherd destaca que se deve tomar algum cuidado com aplicativos gratuitos, principalmente com relação aos mapas. Segundo ele, os mapas comunitários (sem taxas) nunca terão níveis de qualidade comparáveis aos fornecidos (não gratuitamente) pelas empresas. Shepherd ainda acredita que aplicativos como o Skobbler podem ser bastante úteis para uso recreativo ou ocasional, mas que aqueles que utilizam o sistema com mais intensidade continuarão comprando os equipamentos específicos.
02/07/2010 - 16:00:04
Dobro do Full HD e conexão online simultânea são as principais novidades.
Por Matheus Gonçalves
O HDMI 1.4, nova versão do cabo de transmissão de áudio e vídeo de alta qualidade, permite agora um canal direto de acesso à internet. Nos modelos antigos, cada dispositivo plugado por HDMI teria que se conectar à web de forma individual.
A tecnologia HDMI (High-Definition Multimedia Interface, ou em tradução livre, Interface Multimídia de Alta Definição) passou a ser utilizada no Brasil com a popularização de televisores Full-HD e comercialização de videogames como Xbox 360, da Microsoft e Playstation 3 da Sony.
Por aqui ainda é muito comum a utilização de cabos nos modelos de 1.0 a 1.2, pois muitos televisores e unidades centrais de home theater não oferecerem suporte ao modelo 1.3, que é capaz de oferecer som e vídeo de forma ainda mais perfeita que o convencional.
Todavia, no mercado já é possível encontrar alguns produtos de entretenimento doméstico preparados para se conectarem à Internet, com hardware e software específicos para essa atividade.
De acordo com o site HDMI.org, o HDMI Ethernet Channel, ou HDMI 1.4, consolida a tecnologia de áudio, vídeo e fluxos de dados em um único cabo.
Isso significa que um canal de dados dedicado permite que aparelhos como Home Theaters, videogames e centrais multimídia se conectem à internet por HDMI.
Em outras palavras, se um desses equipamentos estiverem plugados a uma televisão conectada à web, eles podem acessar sites e conteúdo online através do cabo HDMI com velocidade de até 100 Mb/s, similar às principais redes de computadores.
“Os consumidores podem desfrutar de todos os benefícios da conectividade Ethernet via HDMI, e simplificar ainda mais os seus sistemas, eliminando a necessidade de outros cabos” – afirma o site.
Além disso, o novo modelo é capaz de prover uma resolução de vídeo duas vezes maior que o Full HD, com cerca de 2160p, o que pode significar um novo passo para produtoras de games, indústria do cinema e home vídeo.
02/07/2010 - 15:22:20
TÓQUIO, 2 de julho (Reuters) - Fabricantes japoneses de televisores podem estar preparando suas armas na batalha pelas imagens em três dimensões, mas os consumidores do Japão não têm interesse em acompanhar a disputa enquanto precisarem de óculos especiais, afirma uma pesquisa divulgada nesta sexta-feira.
Segundo o levantamento, quase 70 por cento dos pesquisados afirmaram que não têm planos de comprar televisores 3D.
Os pesquisados afirmaram que não se sentem atraídos pela tecnologia que exige óculos especiais para se ver imagens 3D e também reclamaram dos elevados preços e falta de conteúdo compatível. A pesquisa foi realizada pelo site de comparação de preços Kakaku.com.
Fabricantes como Panasonic e Sony correram para trazer televisores 3D ao mercado este ano, esperando que o sucesso da tecnologia nos cinemas com filmes como "Avatar" e "Alice no País das Maravilhas" este ano se replicasse nas casas dos espectadores.
Mas 67,4 por cento dos entrevistados disseram que não estão interessados em comprar TVs 3D enquanto 31,2 por cento deles avaliam a comprar uma, de acordo com a pesquisa.
"As expectativas de fabricantes de televisores sobre a tecnologia 3D estão altas mas olhando para o grau de interesse dos consumidores há um grande vazio ante o entusiasmo dos fabricantes", disse Tsuyoshi Kamada, diretor da Kakaku.com.
Dos que disseram que não têm planos para comprar uma TV 3D, quase 70 por cento citaram o incômodo de se usar óculos especiais, 57 por cento afirmaram que os preços são muito altos e quase 40 por cento disseram que não há conteúdo 3D suficiente.
A Sony lançou videogames 3D para o PlayStation 3 e a operadora de cabo japonesa J:Com ofereceu uma pequena seleção de programas em 3D por meio de um serviço sob demanda.
O Kakaku.com conduziu a pesquisa entre 10 e 16 de junho, recebendo respostas de 8.957 pessoas.
01/07/2010 - 12:45:23
As apostas para o futuro das televisões parecem mesmo ser as três dimensões, resta saber se LCD ou plasma.
Por Nátaly Dauer
A empresa sul-coreana Displaybank, especializada em pesquisa de mercado, publicou nesta terça-feira um comunicado oficial no qual afirma que 86 % das TVs de plasma vendidas até 2013 serão produzidas com tecnologia 3D.
Desde a chegada das TVs de LCD e plasma no mercado, observou-se um distanciamento cada vez maior em seus preços de produção e, consequentemente, de venda, fazendo com que os PDPs – Plasma Display Panel – perdessem espaço, principalmente com o rápido barateamento dos LCDs. Entretanto, com o advento da tecnologia 3D em televisores, parece que as telas de plasma podem voltar com força, pelo menos é o que acredita a empresa sul-coreana Displaybank.
O site AkihabaraNews, mostra o comunicado oficial da empresa, que afirma que os PDPs terão menor aumento no custo de produção quando comparado com o aumento sofrido pelos LCDs, o que pode fazer com que os aparelhos passem a ser novamente competitivos.
A empresa explica ainda que os PDPs necessitam de menor investimento para desenvolver a tecnologia 3D, perto das atualmente bastante caras TVs de LED 3D.
O site TechRadar destaca que a Panasonic é uma das empresas que está apostando grande nos televisores de plasma 3D, mas não é a única, estando as gigantes LG e Samsung também em processo final de desenvolvimento de seus modelos 3D.
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