14/01/2010 - 17:05:30
A empresa já patenteou a ideia, resta saber se será posta em prática.
Por Nátaly Dauer
O programa Google Streetview pode, em breve, veicular anúncios no lugar de pôsters, murais e construções reais, caso a empresa implemente sua mais recente patente, adquirida em 7 de janeiro.
Nomeada “Claiming Real Estate in Panoramic or 3D Mapping Environments for Advertising” (“reivindicando espaço público em ambientes panorâmicos ou mapeados tridimensionalmente, para fins de publicidade”, em tradução livre), a patente inclui técnicas para identificar pôsters, paineis e outros espaços publicitários em imagens do aplicativo Street View e, então, substituí-las por anúncios em “tempo real”.
O plano seria utilizar um software que reconhece o formato dos cartazes em teatros – para começar – e os substitui por um novo anúncio ou informação. Isso permitira às casas de espetáculos promover suas peças atuais, em vez do mapa mostrar apenas imagens antigas.
Tal tecnologia permitiria reconhecer pontos de interesse na imagem e, então, oferecer funções ao seu redor, como suas atualizações ou um link para conectá-las a outros sites.
Com a implementação desse projeto, a Google poderia permitir aos anunciantes a atualização desses veículos ou sua substituição por novos anúncios, o que significa que as propagandas que aparecerem no Street View seriam sempre novas, mesmo que as fotos continuem iguais, explica o site do jornal britânico The Mirror.
A patente também menciona a criação de um leilão de publicidade para propriedades “sem dono”. Os links poderiam ser associados a quem as comprar, por exemplo, ou ainda a outros anunciantes. Isso pode ser muito bom comercialmente, mas também permite que companhias comprem espaços publicitários próximos ou em locais já adquiridos por seus concorrentes.
O site Mashable lembra outras dificuldades para a implementação do projeto, como a questão da propriedade dos paineis virtuais, além do problema que pode gerar com as empresas que pagaram pelos anúncios originais.
A Google deixou claro que a patente ainda não está sendo posta em prática. Um porta-voz da empresa contou ao site do jornal inglês The Telegraph que é comum patentear ideias, sendo que algumas viram produtos e serviços reais e outras não, e que não se deve encarar uma nova patente como algo já definido.
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13/01/2010 - 14:09:00
Para quem se acostumou a associar o Big Brother Brasil a cariocas-caraca, caipiras ingênuos e pitboys de sunga branca, a escolha da Twittess para a décima edição do reality show da Globo parece uma surpresa. Mas o flerte do programa com a web não é novo.
por Gustavo Miller
"A internet vem sendo usada desde o BBB 3 e cresceu tanto no BBB 9 que virou nossa própria rede social, com a plataforma 8P", explica o diretor do programa, J. B. Oliveira, o Boninho. "Neste ano fizemos uma inscrição mais fechada, mas expandimos a pesquisa para as outras redes: Orkut, Facebook, Twitter e Skype foram fundamentais."
Ao escarafunchar a rede atrás de brothers e sisters, a produção do BBB mira a audiência crítica, dita formadora de opinião, que frequenta os serviços de web 2.0. Por quê? É que a audiência de um programa de TV, hoje, não se resume aos televisores ligados de um grupo de pessoas escolhido pelo Ibope.
Nos EUA, desde dezembro a Nielsen Media (que mede a audiência por lá) confere os dados de acessos dos programas de TV na internet. Por aqui, o que começa a ser avaliado é o buzz gerado na rede - que assumiu o papel que já foi da rua.
No dia em que o blog da produção do BBB anunciou os participantes, BBB 10 esteve entre os assuntos mais comentados do Twitter. Do País? Não, do mundo. Em questão de horas, internautas iam atrás da vida dos participantes. "Esse é o objetivo de um bom reality: criar burburinhos. Estar no trending topics foi um reconhecimento", discursa Boninho.
Além de Tessália, a menina que usa trucagens para arrebanhar seguidores ao seu Twitter, o programa que começou ontem (12) tem outras subcelebridades virtuais. O paulistano Sérgio, vulgo Sr. Orgastic, é dono de um popular fotolog, já o maquiador Dicesar faz sucesso com músicas no YouTube na pele da drag queen Dimmy Kieer. A dançarina Eliane também é famosa no portal de vídeos do Google como a Lia Khey, a garota do Rebolation. Fora a blogueira Elenita Rodrigues, que paga de "dona da maior comunidade contra homofobia do Orkut".
Mas o lado hi-tech não está apenas nos confinados - que poderão usar o Twitter (em edições anteriores podia-se blogar, e não deu lá muito certo). O diretor adianta que o programa usará da tecnologia de realidade aumentada, microfones à prova d’água e câmeras com sensores de calor. "Para a twittada em tempo real, estamos criando uma ferramenta. Seria algo para disparar mensagens, nunca para recebê-las."
Ele diz se divertir com o número de "pedintes" que entraram em seu perfil após a escolha da Twittess. E brinca sobre sua fama de grosseirão, que bloqueia qualquer um que lhe critica. "Aprendi a encarar o Twitter como um espaço pessoal e fico com quem eu gosto. Não o uso para dizer frases inteligentes, mandar aquela sacada, contar que fiz um grande feito ou deixar a dica do último gadget que saiu no T3", provoca.
"Quem entra na minha onda e entende meu ‘humor’ tem a porta aberta. Com essa galera, jogo conversa fora, ouço dicas e trocamos figurinhas. Agora, se o clima bater diferente, uso essa incrível e prática ferramentinha... Block!"
12/01/2010 - 18:12:39
Compactas, filmadoras da Samsung e Newlink são muito fáceis de usar
O lançamento da filmadora Flip Video, há pouco mais de três anos, foi um marco para a indústria dos eletrônicos. A Flip era incrivelmente simples: nenhuma parte móvel, lente na frente, tela atrás e um grande botão vermelho para gravar. Para transferir os arquivos, bastava plugá-la a uma porta USB.
Os vídeos eram bons o suficiente para o que a câmera se propunha e o baixo custo a tornou um sucesso entre os consumidores. Sozinha a Flip abriu os olhos das empresas para o fato de que havia espaço para aparelhos de baixo custo e fáceis de usar, chegando a abocanhar 13% do mercado de filmadoras domésticas nos EUA.
As duas câmeras que analisamos neste teste, a Pocket Cam HD da Newlink e a Samsung Flashcam U10, seguem o ideal da Flip: são pequenas, despojadas em termos de recursos, muito fáceis de usar e tem preço acessível. Mas em relação à sua "ancestral" tem uma vantagem: a promessa de capturar vídeo em alta definição. Afinal, se sua TV da sala é "HD", porque os vídeos das férias também não podem ser?
Aparência e recursos
As duas câmeras são compactas. A U10 é a menor de todas, medindo 5,6 x 10,3 x 1,5 cm (largura, altura e espessura) e com peso de apenas 112 gramas (incluindo a bateria), não muito maior que uma câmera digital compacta. Comparada a ela, a Pocket Cam HD é grandalhona: 6,1 x 11,3 , 2,75 cm e 400 gramas (bateria inclusa). Ambas tem um visor de 2 polegadas e são alimentadas por baterias internas recarregáveis.
No quesito design, o modelo da Samsung ganha disparado: o tamanho menor, o acabamento em cinza chumbo e os controles sensíveis ao toque na parte de trás dão a ela um ar de sofisticação. Já a Pocket Cam HD é feita de um plástico preto liso (no estilo "black piano") que acumula impressões digitais e riscos com facilidade e não passa a sensação de solidez: ela parece "barata".
A U10 ganha em versatilidade: além de filmadora de alta-definição (1920 x 1080 pixels, ou "Full HD") ela também serve como uma câmera fotográfica (bem) simples, capaz de capturar imagens a 10 Megapixels. Mas não pense em substituir sua câmera digital por ela: não há flash, ajuste de foco, modo macro ou qualquer outra função comum mesmo nas câmeras mais simples.
Uma saída (com conector proprietário) permite ligá-la a uma TV de alta definição com o cabo video-componente incluso. Decisão estranha por parte da Samsung, já que o conector padrão em aparelhos de alta-definição é o HDMI, que substituiria os 5 "plugues" (dois de áudio, três de vídeo) por um só.
Já a Pocket Cam é mais modesta: não fotografa, filma em resolução menor (HD, 1280 x 720 pixels) mas tem uma saída HDMI padrão para ligação a TVs de alta definição, além de uma saída "A/V" para ligação a TVs comuns.
Em comum, ambas as câmeras usam cartões de memória no formato SD e tem software que facilita o upload dos vídeos para o YouTube.
E a qualidade de imagem?
Seguindo os preceitos da Flip Video, ambas são muito fáceis de operar. Quer gravar um vídeo? Basta apertar o botão vermelho. Todas tem botões para controle de zoom e para acessar o modo de reprodução, e a Pocket Cam tem um botão dedicado para apagar clipes. Nela a configuração (que se limita à resolução da imagem) é feita apertando o botão MODE, enquanto a U10 usa um sistema de menus mais claro e fácil de navegar.
Mas no que mais importa, a qualidade de imagem, ambas desapontam. Vamos começar pelo modelo da Samsung: na resolução máxima (1080p) é impossível usar o zoom (digital, 4x). O que é uma coisa boa, porque ele simplesmente destrói a imagem: uma cena gravada com o zoom máximo não passa de um monte de borrões coloridos sem foco algum. Zoom digital é sinônimo de distorção de imagem em qualquer aparelho, mas este é uma vergonha!
Imagens gravadas a 1080p são boas, mas um pouco mais escuras do que deveriam. A impressão é que a câmera reduziu automaticamente a exposição para compensar o excesso de luz do sol, mas exagerou na dose. Mas nada que comprometa seriamente a qualidade. Entretanto ao baixar a resolução para 720p ocorre uma perda visível de nitidez na imagem, o que prejudica principalmente os detalhes.
Você pode estar se perguntando: "quem compra uma filmadora Full HD para gravar em HD?". Há motivos para isso, entre eles a autonomia: o cartão SD de 8 GB incluso com a câmera comporta 64 minutos de vídeo em Full HD, mas esse tempo sobe para 91 minutos em HD.
A Pocket Cam HD, por sua vez, vem com um cartão SD de 2 GB suficiente para 38 minutos de vídeo em qualidade HD. Seu principal problema é a gritante falta de foco nas bordas da imagem, principalmente no canto inferior esquerdo. Além disso as bordas são mais escuras que o centro, num efeito conhecido como "Vignette". Ruído ("sujeira") e compressão excessiva são notáveis, especialmente em áreas escuras (sombras) ou com muitos detalhes, como copas das árvores.
Também há problemas com o zoom. Ele não distorce tanto a imagem quanto no modelo da Samsung, mas causa problemas no áudio: o botão de zoom é mecânico e duro, e quando pressionado faz um "clique" bem audível. Esse ruído é captado pelo microfone e vira um estalo bem alto na trilha de áudio de seu clipe. Você aproxima a imagem e ouve "POC! POC! POC!".
Nenhuma das câmeras tem luz para auxiliar na gravação de vídeo: esqueça os vídeos noturnos, a não ser em locais bem iluminados.
Tanto a Samsung U10 quanto a Newlink Pocket Cam HD são um bom exemplo de que "alta definição" não é o mesmo que "qualidade de imagem". Esta é dependente de uma série de fatores, entre eles a qualidade das lentes, o sensor de imagem utilizado na câmera e o software responsável pela compressão de vídeo. Se qualquer um destes componentes falhar, não importa a resolução da imagem: a qualidade vai sofrer.
É o que acontece aqui. É claro que não esperamos que uma filmadora de mão de menos de R$ 1 mil tenha a mesma qualidade de imagem de uma Red One de pelo menos US$ 20 mil, mas é justo esperar um mínimo de nitidez e a ausência de distorção na imagem. A resolução de imagem é alta, mas deixaram a "definição" de fora.
Serviço
Nome: Samsung HXF-U10
Fabricante: Samsung
Preço: R$ 799 (sugerido pelo fabricante)
Prós: Compacta, muito bonita, faz boas imagens em Full HD
Contras: Perde a nitidez em HD, zoom digital horrível
Nome: Pocket Cam HD
Fabricante: Newlink
Preço: R$ 499 (sugerido pelo fabricante)
Prós: A mais barata, saída HDMI e A/V
Contras: Baixa qualidade de imagem, ruído durante o zoom
12/01/2010 - 11:33:22
Batizado de QVU, co-processador da Quartics converte vídeo 2D em 3D em tempo real
Por Antonio Blanc
É sabido que os chips de vídeo mais utilizados em netbooks, o GMA 950 e GMA 500, ambos da Intel, não são adequados para reprodução de vídeo em alta-definição. Alguns portáteis baseados no GMA 500 até conseguem lidar com vídeo em HD (1280 × 720 pixels), mas ao custo do uso de 100% do processador, o que implica em calor, maior consumo de energia e menor autonomia de bateria. Empresas como a NVIDIA (Ion) e Broadcom (Crystal HD) já oferecem soluções, na forma de chips extras adiconados à placa-mãe, e agora uma nova empresa entra no jogo: a desconhecida Quartics, com seu chip QVU.
O chip da Quartics permite que um netbook reproduza vídeo em Full HD (1920 × 1080 pixels) sem problemas, mas vai além: segundo o site Liliputing ele também é capaz de converter vídeo 2D em 3D e melhorar a qualidade da imagem em vídeos comuns, usando técnicas de processamento como ajuste automático de contraste, saturação de cor, nitidez, etc. Algo similar ao que é feito pelo aplicativo V-Reveal em PCs equipados com placas de vídeo da NVIDIA, mas em tempo real.
Segundo a revista Laptop Magazine, o QVU é compatível com a nova geração de processadores Intel Atom (de codinome “Pine Trail”) e há drivers para o Windows XP, Windows Vista, Windows 7 e Chrome OS. A empresa pretende colocar seus chips em netbooks, set-top boxes e TVs, e já negocia parcerias com empresas como a Acer e Samsung. Os primeiros produtos equipados com o chip QVU devem chegar ao mercado ainda em 2010.
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